Quando perdemos um amor, ficamos vulneráveis a nos agarrar ao primeiro semblante que possamos dele encontrar.
Eis a tese que me ocorreu semana passada... É que na mudança de residência, nossa gatinha, a Pipoca, acabou fugindo de casa, já faz quase um mês e ainda a procuramos. Dia desses, andando pelo bairro, encontrei aquela a quem, a princípio chamamos de New Pipoca, ou Popcorn. Sei eu porque cargas d'água sentia no meu coração - quase com certeza racional - que se tratava da nossa velha Pi... Depois de algum trabalho na readaptação (tivemos até que chamar super heróis para salvar o bichano), descobri que Popcorn era na verdade um baita "Milho", cadastrado e tudo. Quer dizer, tinha alguém a sua procura também... Deixei o "Milho" no lugar onde o encontrei com um aperto no coração confuso: baita perdido, sempre se confundindo!*
Tem sido um tempo de perdas, quando mudamos, sempre deixamos algo para trás... Talvez Pipoca esteja procurando o caminho da casa antiga, como fazemos por vezes, quando é difícil aceitar o novo endereço, por mais aconchegante que ele seja... Talvez Quintana esteja certo...
QUEM DISSE QUE ME MUDEI?
Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa
[em que nasceu.
* e por falar em confundido e em perdas, um pensamentozinho que ficou perdido na minha timeline por ocasião da partida do que quase/nunca/ou/pouco ficou...
