sábado, 23 de abril de 2011

Esquisses d'un essai sur l'autre

Regardons de plus près ceux que nous appelons nos « semblables ». Qu'est-ce que ce qu'il y a dans la relation : moi et l'autre ? Le texte de Ricoeur, en parlant des difficultés de la communication à l'intérieur de notre propre communauté langagière, nous invite á revisiter la question de l'auturui non comme un étranger distant, mais en tant qu'un intime proche. D'abord, la possibilité de « dire la même chose autrement » peut cacher les embarras de la compréhension de soi. Parfois, cettte nécessité de dire la même chose de plusieurs façons démontre le manque de clarté de ce que j'en sais ou même de ce que je veux dire. Motif par lequel je cherche toujours une maniére mieux de l'expliciter. D'ailleurs, même si une telle recheche n'apparaît pas dans le texte (ce qui est une question de style), on sait qu'il s'agit d'une étape nécessaire du travail d'écriture.

Alors, si déjà dans l'explicitation de mon propre vouloir dire, je trouve des défauts cela indique qu'il y a un autre moi-même pour qui j'essaie d'éclaircir ce que je pense sans toujours réussir. Puis, quand je crois être arrivée à la meilleur expression, il me faut la donner au jugement de la communauté et qu'encore un autre différent soi d'accord avec moi par rapport à l'intelligibilité de ce que je voudrais exprimer. L'idéal de la communication, à savoir, que les membres partagent la même visée par l'intention porte en soi les problèms les plus intimes de l'alterité dont on essayera d'en parler.

Esboços de um ensaio sobre o outro

Olhemos mais de perto àqueles que chamamos de nossos "semelhantes". O que é que há na relação: eu e outro? O texto de Ricoeur, falando das dificuldades de comunicação no interior de nossa propria comunidade linguageira, nos convida à revisitar a questão do outro não como um estrangeiro distante, mas enquanto um íntímo próximo. Primeiramente, a possibilidade de "dizer a mesma coisa de outra maneira" pode esconder os embaraços da compreensão de si. Às vezes, esta necessidade de dizer o mesmo de vários modos demonstra a falta de clareza acerca do que sei sobre o que quero dizer ou mesmo acerca do que quero dizer. Motivo pelo qual procuro sempre uma maniera de melhor lhe explicitar. Aliás, mesmo se uma tal investigação não aparece no texto (o que é uma questão de estilo), sabe-se que se trata de uma etapa necessária do trabalho de escrita.

Então, se já na explicitação meu próprio querer-dizer, eu encontro falhas, isto indica que há um outro eu-mesmo para quem tento esclarecer o que penso, sem sempre conseguir. Depois, quando acredito ter chegado à melhor expressão, me é preciso ofertá-la ao juízo da comunidade e que ainda um outro diferente esteja de acordo comigo em relação à inteligibilidade disto que queria exprimir. O ideal da comunicação, a saber, que os membros comunguem o mesmo visado pela intenção, traz em si os problemas mais íntimos da alteridade sobre os quais ensairei falar.

terça-feira, 19 de abril de 2011

francodesafio!

Muitas coisas se passaram entre o dia que descobri o tal evento sobre cultura afrobrasileira de que falei anteriormente e o domingo último, quando ele se passou. O dia foi intenso, aprendi e senti muita coisa, enfim, fiz várias articulações. Mas, pretendo falar sobre isso mais tarde....

Nestes últimos dias, mais do que em outros tenho me sentido desafiada pela língua. Desafio que por vezes gera frustração. Já sei que no meu retorno sentirei muito não ter praticado mais, visto que acabei fechando meu círculo de amizades entre brasileiros ou franceses que falam português ;( (que fique claro: não me arrependo disto  não, colhi aqui flores verdadeiramente belas para o meu bouquet de amigos). Mesmo assim, não me furtei ao exercício da língua, tenho feito cursos e tudo mais que posso. O último em que me meti foi um intensivo de "phonétique" ofertado pela mairie de Paris. Ele consite em duas semanas de aulas diárias para aprender a reconhecer e pronunciar os sons, especialmente aqueles que não temos na nossa língua materna. Tudo isto tem me ajudado bastante, mas também me deixa ver o tamanho da minha defasagem!

Fico a me perguntar: por que isto me incomoda tanto? E, mais uma vez, me deparo com o grande outro, o olhar talvez mais metodológico, mas de todo modo muito real (ihh, palavrinha filosofica e psicanaliticamente complicada essa! bem, por estas complicações mesmas acho que cabe muito bem aqui) que me vigia constantemente. Digo que ele é metodológico porque o aceito, enquanto existem pessoas, creio eu, que não o levem tão a sério...  Me parece afinal, que não foi à toa que me enveredei pelos caminhos fenomenológicos, pois, se tem um lugar na filosofia em que o problema do outro é impertinente é a fenomenologia!

Tempos atrás, para o atelier d'écriture en français fiz um texto exatemente sobre este tema e pela primeira vez pude ter o gostinho de um vestígio de elogio, à la francesa, mas, ainda vale. Na seqüência vou postá-lo. Ele, assim como o outro blog, os cursos, o artigo que estou traduzindo, entre outros projetos, fazem parte do meu programa de enfrentar o desafio do francês! Ah, que outro eu fui escolher! Exigente, voluntarioso, bizarro (como os próprios francófonos gostam de dizer), etc. Mais, voilà, c'est pas mal, c'est la vie!

Não posso encerrar sem dizer que as imagens estão espetaculares com o chegar da primavera. O clima está agradável, as pessoas se deleitam pelos parques, "picnicam" por aí. Aliás, este verbo, que eu a-do-ro, existe em francês sim: é pique-niquer. E não é que tem suas compensações?!

Piscadinhas ;)