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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

semi... entre o caminho e o caminhar

La patience - Balthus
... esta foi a imagem que postei como meu perfil do facebook há alguns dias... Quando a reencontrei nos meus arquivos reconheci ali muitas coisa nessa fase tão "furacônica" da vida.

Uma menina, "semi em pé", com uma "semi-tese" e até uma "semi-gata" (lembrei da Ciça, de quem só restam as fotos).

Acho que essa menina não sabe direito a melhor posição para fazer o que deve ser feito, meio em pé, meio sentada, apoiada, distraída... Enquanto ela fica ali, absorta com os problemas do seu mundo teórico, o rio caudaloso da vida a afoga com suas águas....
Dúvidas sobrem quem se é e o que se quer enquanto caminha pelo centro da cidade, encantadoramente colorido nas vésperas do carnaval; convites para desfiles em escola de samba; concursos distantes; capoeira; samba; praia; calor, muito calor! Em meio a tudo isso, uma notícia dolorida, de violência, de barbaridade humana, de ..., de ..., ela nem saberia dizer. Parece um delirante choque com a realidade mais brutal, quando então acontecem, com alguém próximo e querido, aquelas coisas vistas nos jornais sangrentos de todos os dias...
A mobilização instantânea de muitos em prol do amigo equilibra um pouco as coisas, dá um descanso para o real e um alívio para a fé. A menina continua tentando se concentrar na sua mesa, o trabalho vem de acordo com sua vontade própria, ela pensa nele, nas tristezas, nos amigos, no carnaval....

terça-feira, 11 de outubro de 2011

sobre limites!

cá estou eu tentando escrever minha tese. Ela está saindo, eu juro. Ontem escrevi uma página! Sartre tem me inspirado (para o bem e para o mal). Acontece que a escola pública Maria Luíza de Melo que fica exatamente na frente na minha casa resolveu que ao invés de estudar, os alunos devem ouvir música no último volume. Não sei exatamente o que está acontecendo lá, só sei que neste exato momento está tocando "Barbie girl" (nem sei se este é o nome do hit de sucesso de uns cinco verões passados já). Imagino que seja porque amanhã é dia das crianças, então deve ser algum tipo de comemoração. Eu não vou nem discutir aqui o mérito deste tipo de atividade (vamos combinar, eu esperava que na escola as crianças tivessem acesso a coisas melhores, mas isto é um juízo pessoal meu...). Estou é indignada quanto à falta de limites mesmo. Lembrei de uma postagem da minha amiga Marília, sobre uns vizinhos que ela tinha e que gostavam de ouvir música sertaneja no mais alto e bom (?) som! Compartilho com ela da mesma indignação. As crianças têm o direito de brincar e comemorar uma data festiva, mas eu tenho que por isso ser obrigada, junto com toda a vizinhança, a partilhar do péssimo gosto musical dos organizadores da festa? Isto atrapalha minha concentração para o trabalho, sem contar que a fuzarca começou antes das 9h da matina. Isso é permitido? Eu não sei, me lembro que em Cascavel, há algum tempo atrás, foi sancionada uma lei que proibia as lojas da cidade de ligarem o som acima de um certo número de decibéis. Era uma prática comum, especialmente no calçadão da Av. Brasil. Cada loja sintonizava numa rádio diferente e a poluição sonora era altamente invasiva. Será que aqui em São José não tem uma lei parecida? Poxa, eles poderiam ter organizado uma comemoração menos desrespeitosa com a vizinhança, né não? Já não nos basta o padre da igreja ao lado, que faz as missas de domingo para o lado de fora, obrigando todos a partilharem da sua fé. Agora isso???
Piscadelas indignadas!!!