como escrevo com a ajuda de um pinot noir, talvez me enrole um pouco...
hoje resolvi comparecer a uma demonstração de capoeira da cordão de ouro (grupo do qual participo) para um hospital infantil. no caminho, atrasada e perdida como sempre, elaborei algo que já havia percebido: paris é viva, é vivaz, a impressão que tenho é que não há um só dia e uma só rua que não seja movimentada, não importa o tempo que faça - especialmente no sábado -, os metrôs estão sempre cheios e os shoppings abarrotados, ademais o povo (porque há pesssoas de todas as partes do mundo) a-ma correr, mon dieu, a qualquer hora que eu olhe pela janela, tem sempre alguém correndo, mesmo depois de muita neve com o chão escorregadio lá estão os 'maratonistas', as vezes vestidos de verão!
nós (brasileiros) nos consideramos 'vivos' por sermos calorosos, receptivos, festeiros, alegres, etc..., caricaturas à parte, penso que a vivacidade do parisiense está em não temer o frio, em estar sempre povoando as ruas e os cafés, se relacionando com a cidade de que tanto se orgulham!
estas diferenças me chamam atenção, gosto de senti-las e por falar nisto, depois do tal evento, tive horas agradabilíssimas na companhia de Leo, uma francesa que conheci na capu, jantamos juntas e entre quiabo, champingon e vinho creio que tive uma das minhas primeiras trocas verdadeiras com a frança (para além da filosofia, bien sûr), estou contente com isto, uma troca humana, de vida!
desde a última vez que postei muitas coisas se passaram, das mais importantes farei tópicos, voilá:
- dia primeiro voltei para maison du brésil, agora, no apto de casal, temo até me perder de tão grande que são estes 32m, isso é um luxo aqui e a falta de móveis colabora com esta sensação, o quarto é frio, mas estou satisfeita;
- no primeiro domingo deste mês fui ao museu do rodin e não tenho mais palavras de tão lindo...;
- esta semana nevou de verdade, vi que aquela primeira neve era só uma amostra, quarta-feira passada tive que sair durante uma 'pequena nevasca' e pude sentir os floquinhos de algodão virando gelo e água ao se encontrarem comigo, continuo me encantando, é lindo!
- ... só que, além de atrapalhar o trânsito e deixar muita gente sem ter como voltar para casa, depois, quando a neve começa a derreter, forma-se o verglas (camada de gelo) e fica um tanto perigoso, eu mesma levei o maior tombo na entrada da BNF (bibliothèque nationale de france) previsto desde o momento em que insisti em me aventurar à sair de casa;
- por falar em BNF, ando animada com a escrita e meu trabalho começa a tomar forma ou, numa expressão que lhe é mais conveniente, corpo, isto explica e justifica minha ausência passada e quem sabe futura, mas sempre que sentir vontade pintarei por aqui.
abaixo algumas imagens destes meus contos,
bisous e piscadinhas ;)
p.s. importante: faltam só oito diasss!!!
na frente da maison do japão








