domingo, 18 de dezembro de 2011

".. três passos e minhas pernas já estão pensando..."

hoje fez um lindo dia de sol, quente, daqueles perfeitos para se passar na praia! Eu o passei sentada no meu escritório, derretendo de vontade de um mergulho, mas, apesar disto, feliz com o rendimento do trabalho. A corrida do fim da tarde foi como um merecido presente, durante ela pensei sobre correr!
Desde que minha querida "personal-amiga" Miriam me pôs para correr, há um tempo atrás, me encantei pela prática, às vezes até dói, depende muito do estado do corpo, mas a sensação depois é sempre de um cansaço gostoso que nos põe para dormir relaxados.
Para além dos benefícios fisiológicos, entrentanto, que podem ser explicados pela produção de não sei bem quais substâncias (endorfina, morfina, ou que quer seja...), a corrida para mim tem um "quê" a mais. Hoje me dei conta de que é uma forma peculiar de me relacionar com a cidade, com meu bairro, com o meu entorno enfim. Sair para correr é sair para lugar nenhum e, embora eu sempre faça um percurso parecido, ele é sem intenção, basta ir e voltar e sigo, curtindo a paisagem, reparando nos transeuntes, nos cachorros, nos carros... Com minha seleção de músicas que vai de Marie Tout Court à Martinalia, de Belchior à The Cure, passando por Guinsbourg, Lail Arad, Cartola e etc e tal, eu me entrego ao caminho, aprendo a gostar das peculiaridades dele, acabo me apaixonando. Meu trecho ultimamente tem sido a Beira-Mar de São José, hoje particularmente estava muito agradável, o calor do verão suavizado com a brisa do mar, as pessoas felizes, famílias fazendo as compras para o Natal! Até sentir meu joelho reclamando, estava entregue ao ritmo da marcha e me lembrei do poema do Leminski, com o qual me despeço...
 
  Andar e pensar um pouco,
que só sei pensar andando. 
  Três passos, e minhas pernas
já estão pensando.

  Aonde vão dar esses passos? 
Acima, abaixo? 
 Além?  Ou acaso 
se desfazem no vento
 sem deixar nenhum traço?
         (Paulo Leminski, La vie en close)

Piscadinhas :)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

verdade e ilusão...



"Lors même que ce que je vis à présent se révélerait illusoire, la critique de mon illusion ne la rejettera pas simplement hors du monde, mais au contraire, m'en montrera la place, la relative légitimité, la véritité." (MERLEAU-PONTY, Maurice. Le visible et l'invisible. p. 90)

"Mesmo que isto que vivo no presente se revelasse ilusório, a crítica de minha ilusão não a rejeitará como simplemsente fora do mundo, mas, ao contrário, me mostrará o seu lugar, sua relatividade legítima, sua verdade."

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

capoeira, singularidade e outros ais...

às vezes, quando a tarefa parece gigante, travamos por não crer que daremos conta. É nesta fase que meu trabalho se encontra. Minha atenção não quer obedecer aos meus comandos de concentração e viajo nos pensamentos mais variados... Já pensei várias vezes em transcrevê-los por aqui, mas algo me impede. Toda vez que elaboro um tema, o perco instantaneamente... Escreverei então sobre uma coisa que tem tomado conta de minha vida, a capoeira (de novo ela)!
Ela "toma conta" no sentido de ocupar espaços, de cuidar do meu corpo, de fatigá-lo até que a tristeza e angústia, companheiras freqüentes, resolvam ceder lugar ao axé, ao sorriso inevitável...
O que afinal tem ela de tão especial? Penso nisto sempre, mas de forma mais profunda desde o evento de batizado e troca de cordas do nosso grupo, o "Berimbau tá chamando". Quando fui informada de que pegaria a corda amarela quis protestar com o Gazinho, afinal, faz pouco que peguei a última (a verde-amarela) e não me sentia preparada. Não adiantou, ele disse que se tratava apenas de um comunicado... Não entendi, mas acatei... Ontem, contudo, depois do primeiro treino de corda nova, acho que compreendi: me veio a mente o conceito de "singularidade". Tem uma música que diz assim: "em cada toque, em cada som, em cada ginga, tem um estilo de jogo". Talvez pela primeira vez na vida, me encontro num lugar onde não nos movemos em função de um "ideal", isto é, de uma norma, de uma regra que se aplique de modo universal a todos os indivíduos, desconsiderando suas características próprias, sua história de vida (o que chamamos em filosofia de  facticidade). Quanta sabedoria não? E se eu não jogo "tão bem" e com tanta destreza quanto outros da mesma graduação ou não? E daí? E se eu não sei sambar quando começa um samba de roda? Não é isto que está em pauta! Aqui, eu posso entrar na roda com a alegria, não há vergonha, não há movimento perfeito. Ou poderíamos dizer que a perfeicão de um jogo de capoeira é "deformada". Aí reside sua liberdade nos tempos de hoje em que a escravidão não é mais aquela que acorrentava os negros, mas pode ser encontrada nos padrões (estéticos e tantos outros) que determinam nossas vidas, a capoeira entretanto, não se deixa aprisionar por eles! E tem tanto mais a ser dito sobre ela, mas finalizo imaginando como transpor esta sapiência para as outras esferas da minha vida...

Piscadinhas ;)

"capoeira é uma arte, é sim, capoeira é uma luta, é sim, capoeira é uma dança, é sim, capoeira foi feita para mim..."




"...escorregar não é cair, é o jeito que o corpo dá.."



"... a capoeira de origem africana, que chegou lá na Bahia, pequenina, engatinhando, foi crescendo, engordando, se tornando brasileira.." 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Colóquio Filosófico: Habitação e habitações no ocaso da modernidade: 15 de julho de 1972, 15h32m (mais ou menos)

Semana que vem teremos mais uma edição dos Colóquios Filosóficos, já estou de posse do texto a ser proferido pelo conferencista e posso dizer que é deveras interessante! Quem puder compareça!


XXII Colóquio Filosófico do Programa de Pós-Graduação em Filosofia

"Dwelling and Dwellings in the Twilight of Modernity:
July 15, 1972, 15:32 (more or less)"

"Habitação e habitações no ocaso da modernidade: 15 de julho de 1972, 15h32m
(mais ou menos)"

Haverá tradução

Prof. Dr. Duane Davis

Data: 29 de Novembro de 2011
Horário: 18:00 h
Local: Mini-Auditório - CFH

Organização e Promoção
Coordenadoria do PPG-FIL
Departamento de Filosofia
CFH – UFSC

Abstract:
Architect and critic Peter Blake has somewhat facetiously designated July 15, 1972 at 3:32 p.m. as the end of modernity in architecture. How do we value our lived space in the twilight of modernity? How do we dwell? What are the dangers of modern dwelling and modernist dwellings? In this paper I will call attention to the modernist over-emphasis of functionalism and efficiency in lived spaces—both commercial and private. While I do not pretend that we have access to any perspective outside of or beyond modernity, it is important to offer a critique of modernity from within modernity. I draw upon the French existential-phenomenologist philosopher Merleau-Ponty’s early work, where he elucidates a structure of behavior, as well as upon his lectures on nature near the end of his career. I suggest that we look to our animality to better understand our own dwelling and dwellings, for we value our dwellings aesthetically and we share this capacity with other species.

verdadeira: Maratona Cultural!

Fim de semana que vem vai rolar aqui na ilha a Maratona Cultural, a programação está super, mega, blaster intensa,(clique aqui para ver) tem muita coisa legal e eu estou doidinha sem saber para onde ir! Acho que no fim, dada a iminência da minha qualificação de doutorado (segunda-feira próxima) e outras demanas, vou ter que ficar em casa com meus filósofos, aff! Mas, quem estiver disponível deve aproveitar!


Florianópolis respira cultura durante 3 dias.

Florianópolis será o palco para 500 artistas durante os dias 25, 26 e 27 de novembro com a chegada da Maratona Cultural. Um evento inédito que valoriza a cultura e os artistas locais, além da participação de convidados de todo o País. Com muitas plataformas de manifestação artística, a Maratona Cultural reúne música, dança, circo, teatro, artes plásticas, cinema, mapping, literatura e muito mais. Serão 3 dias de programação para todas as tribos, idades, gostos e classes sociais, distribuída em diversos pontos da Ilha da Magia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Berimbau tá chamando!


No mês que vem teremos na ilha o evento "Berimbau tá chamando", organizado pelo Instrutor Gazinho, meu querido mestre da Cordão de Ouro. No dia 06 haverá um workshop com o Mestre Cícero - CDO Campinas, (de quem sempre ouvi os melhores comentários, diga-se de passagem), no dia 09 outro com o Contra-mestre Gaiola e no dia 10 o esperado batizado e troca de cordas. Tudo isso na Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA). Certarmente serão dias de muito axé e aprendizado, aguardo ansiosa e estendo o convite mesmo para não capoeiristas. A participação em cada dia custa R$20,00 e para quem tiver ânimo de participar dos três, ganha um descontinho e paga R$50,00 no pacote! Eu aconselho, mas advirto: capoeira vicia (e faz bem para saúde)!


Enquanto os dias não chegam, vamos nos preparando com a presença inédita em Floripa do Mestre Brasília (um dos fundadores do Grupo Cordão de Ouro junto com o mestre Suassuna) que virá ministrar uma oficina, iniciando as atividades do "III Festival de Primavera" organizado pelo Contra-Mestre Habibis, também aqui da ilha. Depois da oficina a festa Tambores da Lua promete fechar a noite com muita alegria!





piscadelas com axé ;) !

sobre muitas coisas!

o velho lago municipal de Toledo...

fui e voltei, viagem a terra dos pinheiros, lugar onde nasci, cresci e d'onde parti. é estranho voltar... mas, é bom. reencontrei e me encontrei, me vi nos olhares da infância perdida e da adolescência sonhadora. tenho pensado em muitas coisas desde então, sobre a importância dos amigos, que nos mostram quem somos, quando nos esquecemos ou nos perdemos, sobre a solidão do gozo, sobre decepções e decepcionar, sobre a partilha das gargalhadas, das aflições e dos medos, sobre a dificuldade em se concluir uma tese, sobre fazer planos, sobre saudade orgânica... enfim, tudo meio assim,
... e seus novos personagens...
desordenado mesmo, pois é deste modo que as coisas se configuram nas minhas pensações atualmente.
recentemente reencontrei um poema batido sobre a amizade, mas tão eu, na minha prosmícuidade de relações sociais, que vou compartilhá-lo aqui. desnecessário dizer, que apesar de toda confusão, me sinto "blessed and locky" como na música do 10.000 maníacs e que contra o dito popular de que os amigos se podem contar com os dedos de uma mão, felizmente os meus ultrapassam os das duas, o que faz da minha personalidade um mosaico dos mais diferentes tipos que se possa imaginar! adoro esta flexibilidade, essa capacidade de adaptação, ela me faz mais forte, não mais fraca como poderia parecer, afinal me adapto as situações diversas e posso contar com os distintos apoios e sê-lo quando necessário for, assim espero...
enfim, tanto, mas não muito, é o que temos por hoje!
piscadinhas ;)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinicius de Moraes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EX isto

É amanhã!!! Será exibido gratuitamente, no Paradigma Cinearte, o filme baseado no livro "Catatau" de Paulo Leminski, que eu nunca consegui terminar de ler!!! Que os deuses me ajudem (os prazos estão para lá de apertados), que eu possa finalmente conhecer este cinema e estar lá para uma das duas sessões e assim conferir como foi que conseguiram representar esta obra que é um turbilhão de sensações e conceitos! Quem puder, não perca! Nos vemos lá? Hope so...

Informações aqui!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fragmentos do desejo

Já tarde informo sobre este evento que rolou ontem e ainda tem hoje. Já comprei meu ingresso, mas creio que seja possível conseguir comprar na hora também!

Apresentação do espetáculo Fragmentos do Desejo.
O espetáculo aborda as relações e segredos entre pai e filho, a partir de uma relação pautada pela incompreensão mútua e dolorosos segredos do passado. São histórias gestuais sobre a diferença, sobre o desejo profundo de ser outra pessoa, sobre a ambigüidade das relações humanas e a busca da identidade.

Fragmentos do Desejo foi escolhido como um dos 10 melhores espetáculos de 2010 pelo Jornal o Globo.

Para ver trechos do espetáculo : http://www.youtube.com/watch?v=dEuK6pNGNlQ&feature=related


FRAGMENTOS DO DESEJO

Duração: 85 minutos
Classificação Indicativa: 18 anos

Quarta (19), às 20h
Quinta (20), às 20h

Teatro Álvaro Carvalho
Florianópolis - SC
Endereço: Rua Marechal Guilherme, nº 26
CEP 88015-000 - Centro - Florianópolis - SC

Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada)
Desconto de 50% na compra de até 2 ingressos para portadores do Cartão Petrobras ou de crachás de empresas do Sistema Petrobras.

Informações: (048) 3028-8070 - (048) 3028-8070 / 3028-8071

Produção: Luiz Moukarzel (48) 9907-7856

sobre "lugares-comuns"

Em muitas situações da vida, nos vemos obrigados a ouvir ou dizer certas coisas que todo mundo ouve ou diz em determinadas ocasiões. São os chamados lugares-comuns. Recebi um email amigo cuidadosamente cheio deles e me pus a pensar sobre... O que é um lugar-comum? Ora, um lugar familiar, onde podemos estar confortáveis. Às vezes saímos da nossa órbita por motivos extraordinários: decepções, fim de relações, morte de alguém querido, acidentes, assaltos, frustrações. Justamente nestas horas precisamos de lugares-comuns. "Vai passar", "o tempo cura todas as feridas", "foi melhor assim", e por aí vai... Também tem aqueles: "és especial", "estamos aqui", "pode contar comigo". Nossa, estes são de suma importância. Precisamos dos lugares-comum quando não nos sentimos em casa, quando estamos estranhos a nós mesmos. Como é bom ter amigos para te dizerem os maiores clichês com toda honestidade. Importante também ter a sabedoria para usá-los quando for necessário. Sempre que alguém precisar de ajuda para voltar para casa, que eu não receie ser comum, como os meus também o são, nas horas em que mais preciso...

Por falar em clichê, ontem senti saudades de um lugar que nunca fui. Recebi esta foto da biblioteca da Sorbonne que estava em reformas no período em que estive lá...


Saudades para mim é um lugar bem comum e eu me reconheço e me encontro neste sentimento, que não tem a ver com nostalgia ou vontade de voltar ao passado, mas apenas com a compreensão de que foi bom, foi muito bom...

Piscadelas ;)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Cartas a um jovem poeta"

... ou sobre as angústias da escrita, eu diria...

"Tu me perguntas se teus versos são bons. E sou eu que te interrogo. Anteriormente, pediste a opinião de outras pessoas. Enviaste estes versos a revistas. Os comparas a outros poemas e te inquietas quando certas redações recusam teus ensaios. Já que me autorizastes a te dar alguns conselhos, rogo que cesse com tudo isso. Teu olhar está voltado para o exterior, é primeiramente isto que não deverias mais fazer de agora em diante. Ninguém pode te aconselhar, nem te ajudar, ninguém. Existe apenas um único meio: mergulha em ti mesmo; procure pela razão que te impele a escrever; examine se esta razão estende suas raízes até as mais profundas extremidades de teu coração; respondei francamente à questão de saber se serias condenado a morrer caso te fosse recusado escrever. Antes de qualquer coisa, te questione, na hora mais tranqüila da tua noite: é necessário que eu escreva? Escave a ti mesmo a procura de uma resposta profunda..."
(RILKE, Rainer Maria. Lettres à un jeune poète. Traduction et presentaton de Marc B. de Luany. Gallimard, 1993)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arte em movimento!

Não é só aqui na ilha que tenho encontrado programas interessantes. Semana que vem vou visitar o velho oeste, para rever a família, os amigos e também participar do XVI Simpósio de Filosofia Moderna e Contemporânea e não é que descobri uma empreitada muito legal da galera de Toledo! Trata-se da primeira "Tarde cultural ARTE em movimento" que se realizará no campus da Unioeste de Toledo.

 Nem preciso dizer que caí de amores pela oficina de percurssão não é? Então, farei o máximo para participar e apoiar esta iniciativa! Depois conto como foi!

Piscadinhas :)

Mostras de cinema

Nos próximos dias,  duas mostras de cinema (de graça!!) acontecerão na ilha. Ambas me pareceram bem interessantes. Pena que eu não conseguirei acompanhar. Mas, para quem estiver disponível, fica a dica!

A primeira compõe o programa da 1a. Semana Flamenca de Florianópolis (programação completa aqui), trata-se da "Mostra de cinema atual Espanhol" que será exibida no Cine Clube Sol da Terra. A programação segue abaixo. Mais informações e as sinopses aqui.

Dia 19/10 - A Mulher sem piano
Dia 20/10 - Todos são capitães
Dia 21/10 – Todas as canções falam de mim
Dia 22/10 – Três dias com a família
Dia 23/10 – Os Condenados

Todos os dias às 19 horas – Gratuito

A outra se passará no Paradigma CineArte, um local que eu ainda não conheço, portanto, nada posso falar acerca da qualidade das salas, mas, a julgar pela programação, creio que valha à pena! Dos dias 23 à 27 de outubro, eles exibirão a "Mostra de cinema Polonês 2011". A programação pode ser conferida aqui.

Quanto ao Floripa Teatro, até agora eu conseguir ver uma peça e meia! A meia parecia bastante promissora, mas por falta de informação,  chegamos atrasados. A uma "Fulano e Sicrano" foi muito fraca. Me explicarei melhor mais tarde. Não tive tempo de escrever sobre, pois o colégio deu folga até da bandinha e meus dedos se concentram em digitar a tese. Amanhã, creio que verei mais uma peça e acumulo tudo para um post só!

Piscadinhas :)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Filosofia Pop!

Isso eu quero ver!

sobre limites!

cá estou eu tentando escrever minha tese. Ela está saindo, eu juro. Ontem escrevi uma página! Sartre tem me inspirado (para o bem e para o mal). Acontece que a escola pública Maria Luíza de Melo que fica exatamente na frente na minha casa resolveu que ao invés de estudar, os alunos devem ouvir música no último volume. Não sei exatamente o que está acontecendo lá, só sei que neste exato momento está tocando "Barbie girl" (nem sei se este é o nome do hit de sucesso de uns cinco verões passados já). Imagino que seja porque amanhã é dia das crianças, então deve ser algum tipo de comemoração. Eu não vou nem discutir aqui o mérito deste tipo de atividade (vamos combinar, eu esperava que na escola as crianças tivessem acesso a coisas melhores, mas isto é um juízo pessoal meu...). Estou é indignada quanto à falta de limites mesmo. Lembrei de uma postagem da minha amiga Marília, sobre uns vizinhos que ela tinha e que gostavam de ouvir música sertaneja no mais alto e bom (?) som! Compartilho com ela da mesma indignação. As crianças têm o direito de brincar e comemorar uma data festiva, mas eu tenho que por isso ser obrigada, junto com toda a vizinhança, a partilhar do péssimo gosto musical dos organizadores da festa? Isto atrapalha minha concentração para o trabalho, sem contar que a fuzarca começou antes das 9h da matina. Isso é permitido? Eu não sei, me lembro que em Cascavel, há algum tempo atrás, foi sancionada uma lei que proibia as lojas da cidade de ligarem o som acima de um certo número de decibéis. Era uma prática comum, especialmente no calçadão da Av. Brasil. Cada loja sintonizava numa rádio diferente e a poluição sonora era altamente invasiva. Será que aqui em São José não tem uma lei parecida? Poxa, eles poderiam ter organizado uma comemoração menos desrespeitosa com a vizinhança, né não? Já não nos basta o padre da igreja ao lado, que faz as missas de domingo para o lado de fora, obrigando todos a partilharem da sua fé. Agora isso???
Piscadelas indignadas!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ritos

para encerrar as postagens de hoje (nada mal hein, quatro num só dia!), quero divulgar um evento lindo que vai rolar em Paris (porquê meu coração ainda está lá, de muitos modos). Trata-se de uma performance a ser realizada pela minha amiga-irmã Michele e por Marcelo, minha versão maculina . Eu não falarei muito por ora, pois ainda me emociono. O vídeo abaixo explica tudinho e já é uma amostrinha do que vai rolar para os sortudos que puderem acompanhar!
Vai ser magia pura e eu estarei voando por estas bandas quando tudo acontecer!
Vale conferir o blog também!

Piscadinhas!

Floripa Teatro: quando a cidade vira palco!

Começou no sábado passado a 18ª edição do Floripa Teatro. Eu andei espiando a programação (que está um pouco confusa no site e, sejamos francos, exige um pouco de esforço). Há vários espetáculos premiados e estreantes, pagos e gratuitos, para todos os gostos. Eu espero conseguir acompanhar ao menos um pouquinho do evento, o que não está fácil, pois afinal ainda tenho uma tese para escrever! Com o que eu puder me impressionar, repartirei com vocês!
Mais detalhes no site do evento!

:)

Cortejo Abre-Alas

No dia 30 de setembro ocorreu no centro da cidade o “Cortejo abre-alas” que encerrou uma oficina de montagem ministrada por atores do grupo “Lume” de Campinas. A performance se iniciou na praça da figueira. Anjos, demônios, bruxas, zumbis entre outros personagens, seguidos por um grupo de maracatu, nos conduziram por algumas ruas das rendondezas. Eles dançavam, voavam, riam e cantavam, levando nossas sensações por um mundo místico e também bastante açoriano e brasileiro. Eu como sempre, dispersa que sou, não pude deixar de atentar ao público e as suas reações. A que mais me chamou a atenção foi a de duas mulheres que tentavam passar e incomodadas com a “perturbação” comentaram entre si indignadas e com deboche: “E eles dizem que isto é arte!” Fiquei a pensar sobre. Eu não saberia responder-lhes se me fosse solicitado. Mas, que era belo era... Parabéns aos participantes da oficina, aos integrantes do grupo que a ministraram e também ao SESC de Florianópolis por promover este evento (que compunha a programação do festival “Palco giratório”). Foi uma boa maneira de “começar a voltar” e estou feliz em encontrar uma ilha em movimento!!

Abaixo algumas imagens roubadas do facebook da querida Amélia Bréchet!
Piscadinhas ;)



redescobrindo a ilha!

Se há uma coisa que eu aprendi durante esse período do sanduíche, foi a ficar atenta aos eventos do mundo ao meu redor. De alguma maneira, essa nova mania veio comigo e agora fico de olho em toda a programação cultural que rola na ilha e nas redondezas. Não vou negar que ao aqui chegar tive certo choque. Uma estética tão diferente da que me habituei nesse ano foi até mesmo um tanto agressiva. Chovia muito na região e as cores estavam apagadas. Ao menos para mim, que entrava num “confuso horário” advindo também da confusão em que me encontrava. O caos das ruas, do trânsito, do lixo jogado no chão, tudo isso me machucava, ou eu estava mesmo muito sensível e machucada por mim mesma... Aos poucos o sol foi chegando e se instalando. As cores foram aparecendo e eu vou me recuperando. Tenho andado muito pelo centro da cidade e com a mesma curiosidade de outrora, me deixo seduzir pela arquitetura e pela população tão diversa de Florianópolis...
Agora quero usar este espaço também para troca de informações e impressões sobre o que rola por aqui e pelo mundo. Coisas que me chamarem atenção, quer por motivos pessoais ou não, pouco importa...
Já na seqüência um post sobre um evento passado e outro divulgando o que está rolando!

Piscadinhas ;)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

...

esta postagem não tem título. não tem foto. não tem pretensão. desde a útlima confusão de estações ainda em solo francês, retornei ao novo velho mundo. antes disse tive lindos momentos por lá. viagens a ilhas perdidas. despedidas dos melhores amigos. mas, também coisas tristes aconteceram. como é o normal da vida. todos esses momentos não cabem no espaço de um blog. desta vez minhas impressões não encontraram expressão possível... espero continuar com este projeto. em breve quero retomar a escrita por aqui. tentarei ser mais "objetiva" e menos "psicológica". afinal, as impressõeselizeas me acompanham por onde vou e unificá-las na subjetividade que responde por este blog é sempre um exercício agradável, de partilha e de aprendizado.
hoje, sem piscadelas e pela falta de leveza, me despeço com a promessa de voltar. um dia eu volto!

domingo, 7 de agosto de 2011

confusão de estações...

para um amigo...

... aqui é verão!? Mas, Paris não está com cara de verão, tem chovido com muita freqüência, feito um tempo "fresquinho" e nos poucos dias de calor fica bastante abafado. Por conta disso, a paisagem está confusa e vez por outra "damos de cara" com uma fotografia de outono! Assim como a cidade, também eu estou perdida. Passo pelas quatro fases da lua, por todas as estações do ano, tudo num só dia. Saudade de acolá, nostalgia daqui. Ansiedade por voltar, vontade de ficar mais um pouquinho. Carência e necessidade de estar só. Gula na falta de apetite. Insônia sonolenta... Tem vezes que "mil palavras" valem como aquele abraço mais sensível... Ah Paris que je te quitte... Acho que finalmente chegou a hora dessa música para mim!
Hoje falta extamente um mês...


 Piscadinhas ;)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

festa do "sétimo dia"

Neste sábado alguns amigos aqui da maison tiveram a feliz ideia de fazer uma festa para homenagear Amy. Eu devo confessar que não conhecia muito seu trabalho. A mídia nos sufoca tanto com informações que nunca prestei atenção nela a confundindo com Ladys Gagas, Britney Spears e por aí vai... Entretanto, sua morte e as instantâneas reações de tantos amigos me deixaram curiosa. Descobri então que, de fato, sua música é da melhor qualidade, mas, como dizia minha vó: tarde piaste! Agora só me resta apreciar o que ela deixou...

Conheci um pouco da sua história, quase nada é verdade, mas ela me fez pensar no quanto algumas pessoas carregam dores tão profundas, tão pesadas, verdadeiros fardos. Tenho a impressão que pessoas assim não têm controle nenhum sobre seu "carma", talvez ninguém tenha, contudo, em geral, a maioria se ajusta as normas. Aqueles que não se adequam parecem viver num tempo diferente, num outro ritmo. A vida parece pequena, o mundo sufocar... Talvez não por acaso, artistas de muito intensidade são, geralmente, acometidos deste "mal"... Não quero aqui teorizar sobre a genialidade, trata-se mais uma coleção de impressões já antigas sobre o tema. Um exemplo disto para mim é Paulo Leminski, não morreu tão jovem, mas também "se acabou", bebeu toda sua sede de não se sabe bem o que, terminou com cirrose e outros ais... Sua poesia, seus livros, até suas biografias, tudo é impetuoso. Confesso que quando vejo seus vídeos no YouTube penso comigo: eu não gostaria de conhecer este cara. Ele era arrogante, devia ser chato. Acho que ele me irritaria. Mesmo assim, quando olho para sua biografia, me parece claro: faz parte da sua obra! Elas se confundem, talvez a algumas pessoas seja dado viver artisticamente...Divagações...


Voltando à festa e a Amy, assim como sua personalidade causava controvérsia, sua morte não ficou para trás e dispararam os comentários carregados de juízos de valor com os quais nem valeria a pena gastar estas linhas... Ocorre porém, que também a idéia da nossa festa causou certo desconforto e sofreu ameaças de retalhação. Houve até, como os meninos disseram, uma tentativa de aplicar-se um AI-5! Resistimos a ele e sobrevivemos. Literalmente, pois a festa foi uma verdadeira maratona, todo mundo, todas as Amys e até mesmo a Sandy competiram para ver quem seria o último ente a parar de dançar. Dançamos, dançamos! Dancei muito, dancei toda minha crise, acordei no outro dia sem quase conseguir mexer o pescoço. Foi a melhor festa de sétimo dia que já fui!

Por falar em crise, agora é oficial: mês que vem eu volto! Tenho que fazer as malas, comprar souvenirs, tenho que escrever, tenho que viver, tenho que resolver meus incontáveis conflitos internos, tudo isso para arrumar outras tantas mudanças, partidas e conflitos!! Acho que vou explodir!! No meio deste turbilhão, agora pouco, peguei uma vélib e fui assistir ao concerto da minha "nova moda" Lail Arad, gratuito no "quartier d'éte" (mais um perfil da infinita infinita Paris), não conhecia a moça, mas já fiquei fã. Em momentos de crise a pergunta que ela se faz na música "Who Am I" é marcante!

Piscadelas frenéticas de uma dramática!


No começo...

Amys recebendo visitas

"Amylie psicodélica"

"Amys contra o AI-5"
Go Amys!!
"You are my ..." rsrsrs


Amys e Sandy para lá de não sei onde..

Reconhecendo o território...

Amy "mor" e seus fãs!

Amy mor

Amylie em fim de festa!

Keep on dancing!

Amys e Femme!!!

Sandy no meio das Amys


Sandy devassa!

Blonde Amy never stops until pt!


 Fim de festa!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

viagem no tempo ou sobre o "marché aux puces saint-ouen"

Mesmo meu tempo estando escasso e esmagador, ontem eu o ludibriei me permitindo um passeio ao "Mercado de pulgas Saint-Ouen", que há muito planejava conhecer. Foi como voltar num passado desconhecido e imaginário. O próprio mercado já data do fim do século XIX (http://www.parispuces.com/FR/historique/) e os "puciers" nos oferecem pequenas (e grandes também) chaves para uma viagem no tempo!
Junto com meus adoráveis e extemporâneos guias, Marcelo e Michele, explorei algumas galerias do lugar que é (como tudo aqui) enorme! Cada "barraquinha" é como um pequeno museu, sem ordem categorial de classificação, do kitsch, ao clássico, ao brega... Encontramos lá objetos de épocas, pessoas de épocas! E pensar que cada colher, cada colar, cada "ovinho" de porcelana, cada coisa tem uma história, uma trajetória própria, foi vendida, foi doada, foi jogada no lixo, etc. e depois de tantos caminhos fez um furo na sua temporalidade e agora cá está, exposta e, muitas vezes, super-valorizada... Enchi meus olhos, minha imaginação, fui e voltei. De brinde, para fechar o dia, uma bière à pression (nosso bom e velho chop!) num barzinho de jazz onde músicos chegam e tocam aleatoriamente, um lugar já freqüentado por Django Reinhardt! Uau, adoro viajar longe em poucos quilômetros, foi uma bela tarde domingo!