Junto com meus adoráveis e extemporâneos guias, Marcelo e Michele, explorei algumas galerias do lugar que é (como tudo aqui) enorme! Cada "barraquinha" é como um pequeno museu, sem ordem categorial de classificação, do kitsch, ao clássico, ao brega... Encontramos lá objetos de épocas, pessoas de épocas! E pensar que cada colher, cada colar, cada "ovinho" de porcelana, cada coisa tem uma história, uma trajetória própria, foi vendida, foi doada, foi jogada no lixo, etc. e depois de tantos caminhos fez um furo na sua temporalidade e agora cá está, exposta e, muitas vezes, super-valorizada... Enchi meus olhos, minha imaginação, fui e voltei. De brinde, para fechar o dia, uma bière à pression (nosso bom e velho chop!) num barzinho de jazz onde músicos chegam e tocam aleatoriamente, um lugar já freqüentado por Django Reinhardt! Uau, adoro viajar longe em poucos quilômetros, foi uma bela tarde domingo!
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
viagem no tempo ou sobre o "marché aux puces saint-ouen"
Mesmo meu tempo estando escasso e esmagador, ontem eu o ludibriei me permitindo um passeio ao "Mercado de pulgas Saint-Ouen", que há muito planejava conhecer. Foi como voltar num passado desconhecido e imaginário. O próprio mercado já data do fim do século XIX (http://www.parispuces.com/FR/historique/) e os "puciers" nos oferecem pequenas (e grandes também) chaves para uma viagem no tempo!
Junto com meus adoráveis e extemporâneos guias, Marcelo e Michele, explorei algumas galerias do lugar que é (como tudo aqui) enorme! Cada "barraquinha" é como um pequeno museu, sem ordem categorial de classificação, do kitsch, ao clássico, ao brega... Encontramos lá objetos de épocas, pessoas de épocas! E pensar que cada colher, cada colar, cada "ovinho" de porcelana, cada coisa tem uma história, uma trajetória própria, foi vendida, foi doada, foi jogada no lixo, etc. e depois de tantos caminhos fez um furo na sua temporalidade e agora cá está, exposta e, muitas vezes, super-valorizada... Enchi meus olhos, minha imaginação, fui e voltei. De brinde, para fechar o dia, uma bière à pression (nosso bom e velho chop!) num barzinho de jazz onde músicos chegam e tocam aleatoriamente, um lugar já freqüentado por Django Reinhardt! Uau, adoro viajar longe em poucos quilômetros, foi uma bela tarde domingo!








Junto com meus adoráveis e extemporâneos guias, Marcelo e Michele, explorei algumas galerias do lugar que é (como tudo aqui) enorme! Cada "barraquinha" é como um pequeno museu, sem ordem categorial de classificação, do kitsch, ao clássico, ao brega... Encontramos lá objetos de épocas, pessoas de épocas! E pensar que cada colher, cada colar, cada "ovinho" de porcelana, cada coisa tem uma história, uma trajetória própria, foi vendida, foi doada, foi jogada no lixo, etc. e depois de tantos caminhos fez um furo na sua temporalidade e agora cá está, exposta e, muitas vezes, super-valorizada... Enchi meus olhos, minha imaginação, fui e voltei. De brinde, para fechar o dia, uma bière à pression (nosso bom e velho chop!) num barzinho de jazz onde músicos chegam e tocam aleatoriamente, um lugar já freqüentado por Django Reinhardt! Uau, adoro viajar longe em poucos quilômetros, foi uma bela tarde domingo!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
cotidianidades
hoje pisei na me... literalmente e pela segunda vez desde que cheguei aqui! este episódio me deu vontade de falar sobre cotidianidades. sempre me perguntam o que como, o que faço, se tenho conhecido muita gente, etc., etc. voilá,
- pela primeirissíma vez eu pude experenciar a fama de 'nãomuitosimpático' do francês, mas, por mais bizarra que tenha sido a situação, eu continuo com uma ótima impressão. explico-me: eu precisava imprimir e scannear um documento para enviar ao brasil, fui numa loja onde consegui fazer a impressão, mas não o scanner dado que não tinha um 'pen-drive' e eles não mandavam por email, enquanto o senhor me explicava onde eu poderia realizar o serviço, uma outra menina entrou na loja com a mesma demanda, ela falava um francês insuspeito para minha audição ainda destreinada. fomos ao local indicado (descobri no caminho que se tratava de uma colombiana) onde ocorreu o fato. Em dúvida minha colega perguntou se o documento que ela visualizava na tela no computador em que trabalhava a atendente era o dela, a mulher se irritou e começou a ser muito ofensiva, dizendo que era necessário esperar, que ela ainda estava fazendo o serviço, enfim, foi de uma grosseria tal que se recusou terminar o trabalho e ainda nos convidou "gentilmente" a nos retirarmos! pois é, eu fiquei impressionada, mas não abatida, sei lá, talvez porque não tenha sido diretamente comigo, embora eu também tenha sido 'expulsa' do local... só nos restava procurar outro lugar, o que achamos facilmente, mais barato e desta vez com um funcionário simpático! saímos de lá para um café e conversamos bastante sobre a vida por aqui, a diferença entre o europeu e o latino-americano, trocamos telefones, etc. espero encontrá-la novamente!
de todo modo, não atribuí a grosseria da mulher à sua nacionalidade, encontramos gente assim em todo lugar... embora haja um tipo comum que nos distinga enquanto brasileiros, colombianos, portugueses e por aí vai, ele não é determinante ao extremo (como aliás, não o é nenhuma das nossas inúmeras determinações: signo, sexo, idade, raça, profissão, etc.).
vejo que outros colegas brasileiros sentem mais a diferença por estarem aqui e o episódio de hoje me pôs a pensar: porque não eu? e me dei conta de aquela história de sorte do primeiro post continua. estou a conhecer paris e os parisienses de uma perspectiva muito agradável, até confortável. primeiramente, desde a cité e, especialmente, da maison du brésil, um local que existe para acolher estrangeiros! depois, fora daqui, os franceses que tenho contato são: meu co-orientador que fala português perfeitamente, tem filhos no brasil e está sempre por aí, além de ser muito gentil e o pessoal da capoeira que, evidentemente, já tem uma queda por nosso país. bem, podem ser meus olhos de pollyana (como costuma dizer o felipe), mas não tenho este estranhamento todo!
sobre as coisas mais comuns:
- tenho almoçado regularmente no 'restô', a comida as vezes é boa, mas em geral é regular, de todo modo são 3,00euros, não dá para competir;
- lá é difícil não encontrar algum brasileiro, mesmo que não tenhamos marcado;
- estou assistindo apenas um curso da sorbonne, por se tratar do professor que me co-orienta
e por estar lendo seu livro sobre o mesmo tema, estou conseguindo acompanhar bem as aulas, embora ele fale muito rápido, o que estranhei é que ninguém faz um pio sequer, na sala (aliás, as salas são muito ruins - a estrutura da universidade não é lá estas coisas) cheia todos ficam anotando ou digitando em seus notebooks, nem mesmo fazem perguntas, são 3horas em que o professor fala
ininterruptamente;
- sempre que vou para os lados da paris i, é inevitável dar uma passadinha na livraria da vrin e, consequentemente, comprar um livrinho (hoje comprei a structure du comportement do ponty), fico perdida lá (e olha que nunca tive paciência, sempre preferi comprar pela internet), resolvi fazer uma lista dos que quero adquirir e anotar os preços para me organizar;
- também gosto de comer um crepe que tem na place du panthéon;
- esta semana, depois de alguma burocracia e de 60euros a menos, finalmente consegui fazer a carteirinha da bnf (biblioteca nacional), com ela terei acesso aos manuscritos do merleau-ponty e também ao acervo gigantesco da biblioteca;
- uma notícia muito feliz: hoje compramos a passagem do felipe, dia 18 de dezembro ele finalmente desmbarca por aqui, contagem regressiva!!!;
...
tem mais coisinhas, é óbvio, mas já está tarde por aqui, sei que falta montmartre, mas, mesmo que não fale sobre assunto, o próximo post será ao menos das melhores fotos deste lugar que amei!
piscadelas com saudades de sempre ;)
- pela primeirissíma vez eu pude experenciar a fama de 'nãomuitosimpático' do francês, mas, por mais bizarra que tenha sido a situação, eu continuo com uma ótima impressão. explico-me: eu precisava imprimir e scannear um documento para enviar ao brasil, fui numa loja onde consegui fazer a impressão, mas não o scanner dado que não tinha um 'pen-drive' e eles não mandavam por email, enquanto o senhor me explicava onde eu poderia realizar o serviço, uma outra menina entrou na loja com a mesma demanda, ela falava um francês insuspeito para minha audição ainda destreinada. fomos ao local indicado (descobri no caminho que se tratava de uma colombiana) onde ocorreu o fato. Em dúvida minha colega perguntou se o documento que ela visualizava na tela no computador em que trabalhava a atendente era o dela, a mulher se irritou e começou a ser muito ofensiva, dizendo que era necessário esperar, que ela ainda estava fazendo o serviço, enfim, foi de uma grosseria tal que se recusou terminar o trabalho e ainda nos convidou "gentilmente" a nos retirarmos! pois é, eu fiquei impressionada, mas não abatida, sei lá, talvez porque não tenha sido diretamente comigo, embora eu também tenha sido 'expulsa' do local... só nos restava procurar outro lugar, o que achamos facilmente, mais barato e desta vez com um funcionário simpático! saímos de lá para um café e conversamos bastante sobre a vida por aqui, a diferença entre o europeu e o latino-americano, trocamos telefones, etc. espero encontrá-la novamente!
de todo modo, não atribuí a grosseria da mulher à sua nacionalidade, encontramos gente assim em todo lugar... embora haja um tipo comum que nos distinga enquanto brasileiros, colombianos, portugueses e por aí vai, ele não é determinante ao extremo (como aliás, não o é nenhuma das nossas inúmeras determinações: signo, sexo, idade, raça, profissão, etc.).
vejo que outros colegas brasileiros sentem mais a diferença por estarem aqui e o episódio de hoje me pôs a pensar: porque não eu? e me dei conta de aquela história de sorte do primeiro post continua. estou a conhecer paris e os parisienses de uma perspectiva muito agradável, até confortável. primeiramente, desde a cité e, especialmente, da maison du brésil, um local que existe para acolher estrangeiros! depois, fora daqui, os franceses que tenho contato são: meu co-orientador que fala português perfeitamente, tem filhos no brasil e está sempre por aí, além de ser muito gentil e o pessoal da capoeira que, evidentemente, já tem uma queda por nosso país. bem, podem ser meus olhos de pollyana (como costuma dizer o felipe), mas não tenho este estranhamento todo!
sobre as coisas mais comuns:
- tenho almoçado regularmente no 'restô', a comida as vezes é boa, mas em geral é regular, de todo modo são 3,00euros, não dá para competir;
- lá é difícil não encontrar algum brasileiro, mesmo que não tenhamos marcado;
- estou assistindo apenas um curso da sorbonne, por se tratar do professor que me co-orienta
e por estar lendo seu livro sobre o mesmo tema, estou conseguindo acompanhar bem as aulas, embora ele fale muito rápido, o que estranhei é que ninguém faz um pio sequer, na sala (aliás, as salas são muito ruins - a estrutura da universidade não é lá estas coisas) cheia todos ficam anotando ou digitando em seus notebooks, nem mesmo fazem perguntas, são 3horas em que o professor fala
ininterruptamente;- sempre que vou para os lados da paris i, é inevitável dar uma passadinha na livraria da vrin e, consequentemente, comprar um livrinho (hoje comprei a structure du comportement do ponty), fico perdida lá (e olha que nunca tive paciência, sempre preferi comprar pela internet), resolvi fazer uma lista dos que quero adquirir e anotar os preços para me organizar;
- também gosto de comer um crepe que tem na place du panthéon;
- esta semana, depois de alguma burocracia e de 60euros a menos, finalmente consegui fazer a carteirinha da bnf (biblioteca nacional), com ela terei acesso aos manuscritos do merleau-ponty e também ao acervo gigantesco da biblioteca;
- uma notícia muito feliz: hoje compramos a passagem do felipe, dia 18 de dezembro ele finalmente desmbarca por aqui, contagem regressiva!!!;
...
tem mais coisinhas, é óbvio, mas já está tarde por aqui, sei que falta montmartre, mas, mesmo que não fale sobre assunto, o próximo post será ao menos das melhores fotos deste lugar que amei!
piscadelas com saudades de sempre ;)
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
mes premiers achats à Paris
bonsoir ;)
queria dividir com vocês um pouquinho das 'minhas primeiras compras em Paris'. falo dos artigos de primeira necessidade, obviamente! voilá:
queria dividir com vocês um pouquinho das 'minhas primeiras compras em Paris'. falo dos artigos de primeira necessidade, obviamente! voilá:
bem, desnecessário dizer que enquanto baudelaire e racine esperamtempo livre para serem devorados, o bordeaux 'les hautes de
fontarabie' 2005 já não existe mais, felizmente, há muitos irmãozinhos
no lugar de onde veio este!

o paris utile! é para borboletas perdidas
conseguirem achar o caminho de casa, trés important!
além de compras básicas, muitas caminhadas e conversas globalizadas, tenho ouvido bastante os dicos da nouvelle vague, acho que o suficiente para afirmar que este som será a trilha sonora oficial de minha chegada por aqui. é bem gostosinho, recomendo! o tempo continua lindo, hoje choveu um pouquinho, só o tanto necessário para um arco-íris (o diacho, como diz meu amor citando alguém, é que eles não fazem hora-extra!)
saudades não passa nunca!
piscelas ;)
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