A loucura é como um rolo de barbante que nos é dado quando nascemos. Algumas pessoas aprendem a tricotar, crochetear e a tramar esse fio e acabam fazendo com ele artesanatos... Outras nunca aprendem, e quanto mais soltam o fio, mais ele se se emaranha todo e se enche de "nós", nós na garganta, nós pronome pessoal dos outros que acabam enovelados nessa falta de sabedoria. Um nó gordiano que só mesmo cortando com a espada de Alexandre para desatar...
"Resolvi tirar Propp da cabeça. A merda é que quanto mais eu tento escapar mais proppiano me torno. Estou sempre me sentindo dentro de uma função. Até o meu rompimento com ele e com seu método deve fazer parte de alguma função do tipo “herói chupa a buceta da filha do professor, cai em desgraça e perde a fé”.
ResponderExcluirEu estava perdido para o método. Me envolver com a filha do homem foi a maior bobeira. Por esse caminho, eu nunca ia atingir nada. No máximo, ia ter umas noites mal fodidas, mal trepadas, maldormidas. E no final um coração partido. Mas talvez ter um coração inteiro não fosse tudo na vida. E me foder de pai e de mãe
talvez não fosse um mau negócio, quem sabe.
Quanto a ela, era o que se sabe. Quando eu pensava que tudo estava voltando a seu curso normal, tudo fugia à norma." (LEMINSKI, Agora é que são elas)