segunda-feira, 29 de julho de 2013

nem todo Milho é Pipoca...

Quando perdemos um amor, ficamos vulneráveis a nos agarrar ao primeiro semblante que possamos dele encontrar. 

Eis a tese que me ocorreu semana passada... É que na mudança de residência, nossa gatinha, a Pipoca, acabou fugindo de casa, já faz quase um mês e ainda a procuramos. Dia desses, andando pelo bairro, encontrei aquela a quem, a princípio chamamos de New Pipoca, ou Popcorn.  Sei eu porque cargas d'água sentia no meu coração - quase com certeza racional - que se tratava da nossa velha Pi... Depois de algum trabalho na readaptação (tivemos até que chamar super heróis para salvar o bichano), descobri que Popcorn era na verdade um baita "Milho", cadastrado e tudo. Quer dizer, tinha alguém a sua procura também... Deixei o "Milho" no lugar onde o encontrei com um aperto no coração confuso: baita perdido, sempre se confundindo!*

Tem sido um tempo de perdas, quando mudamos, sempre deixamos algo para trás... Talvez Pipoca esteja procurando o caminho da casa antiga, como fazemos por vezes, quando é difícil aceitar o novo endereço, por mais aconchegante que ele seja... Talvez Quintana esteja certo... 
QUEM DISSE QUE ME MUDEI?
Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa
                                    [em que nasceu.



* e por falar em confundido e em perdas, um pensamentozinho que ficou perdido na minha timeline por ocasião da partida do que quase/nunca/ou/pouco ficou...

às vezes o coração quer virar boca e aí a gente quase fala coisas que não pode, pede o que não deve, é que coração é bobo, não sabe nada de nada... imagina só, querer ser boca? cada órgão no seu lugar, cada um no seu lugar, na boca só o sorriso de felicidade de quem a gente ama....

3 comentários:

  1. não eram só as manchas no mesmo lugar e dengo semelhante, apesar das muitas outras diferenças, era o desejo que fosse...

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