- eu continuo tomando café com leite e comendo pão pela manhã e ficando mau-humorada quando não consigo;
- a mesma impaciência com compras, supermercado e ficar muito tempo fora de casa, o que é bizarro visto que não me sinto em casa ainda!;

- as conversas alheias - de estranhos ok? - ainda chamam
minha atenção, por mais que tenha dificuldade
em entendê-las, minha imaginação voa loonngee:
- mantenho o medo de perder o ponto (neste caso estação) em que devo descer (por mais fácil que seja), de escolher algo diferente no cardápio do "restô" (ru daqui) ou uma marca diferente de queijo, comummente me arrependo quando o faço;
- eu nunca sei que roupa vestir;
- e outras coisinhas mais...
enfim, é com esta mesma velha carcaça que eu aprecio e conjecturo sobre minhas impressões por aqui.
até agora fiz 2 passeios turísticos clássicos:
torre eiffel, jardim de versailles.
destas minhas poucas
andanças posso dizer que tudo aqui tem uma proporção enorme e eu nem estou falando destes lugares mencionados, falo das construções ordinárias mesmo. talvez para alguém oriundo das grandes metrópoles brasileiras a impressão seja diferente, mas eu já fico perplexa quando me encontro na av. paulista!lembro-me ainda da primeira vez que fui à são paulo, participar de um evento, na época da graduação: eu fui com muito medo, desde o mais bobo, de me perder mesmo até o de ser assaltada, e quando entrei na usp então?! mon dieu, que lugar! só lá havia mais prédios que na cidade toledo. de lá para cá, o medo passou, mas o espantamento não.
ontem tive meu primeiro encontro com meu co-diretor de tese, ele sempre muito cordial me apresentou a paris I.
nem preciso dizer como fiquei encantada... além do tamanho da construção - é evidente - me admira me envolver no cotidiano desta instituição secular.me identifico um pouco com as descrições do personagem do "em busca do tempo perdido" de proust, no terceiro livro "o caminho de guermantes", cuja leitura retomo enésima vez. quando ele começa a frequentar o círculo da duquesa de guermantes, com quem sonhara desde criança, se põe a duvidar que as pessoas e pertences mais corriqueiros da duquesa se cruzem minimamente com os seus e a ideia que dela fazia começa a mudar, visto que o que parecia impossível se torna iminente.
bem, óbvio que na minha infância feliz em cascavel, jamais sonhei em estudar na sorbonne, eu nem sabia o que era isto, esta hipótese se abriu bem mais tarde, mas sem deixar de perfazer um destino tão distante que agora parece que estou vivendo outra coisa, pálida imagem de minhas expectativas. d'onde cheguei a seguinte formulação ontem, conversando com fabinha: tudo está estranhamente normal! bem, mas se eu me trouxe na bagagem, o que poderia esperar?
continuo com saudades, mas também isto sempre me pertenceu...
piscadinhas ;)
na nova a sempre "velha" Elizia...que encanta por sua doçura...faz falta!
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