O tema ficou ainda mais aflorado depois de assistir o novo filme do Woody Allen: Minuit à Paris (Midnight in Paris). Reencontrei a reflexão desde outra perspectiva que também me é muito cara, a saber, a da nostalgia!O filme é ótimo, (a velha concepção do diretor da relação entre homens e mulheres parece não cansar, embora passível de críticas), uma comédia com um toque de ficção quase surrealista, mas na medida certa. Gil é um escritor americano que vem a Paris com a família da noiva. Ele se sente desajustado com o seu tempo e sonha com uma Paris dos anos 20, na qual circulavam os Fitzgeralds, Hemingway, Picasso, Dalí, T.S. Elliot, entre outros. Ocorre que ele passa a conviver com estas pessoas, em cafés e festas da época, após o badalar da meia-noite.
Eu sofro de nostalgia de véspera e já sinto saudades da Paris que vou deixar, embora não seja diferente com a ilha que em breve vou reencontrar.
Nossas impressões e projeções não têm tempo. Elas vão e vêm com a intensidade e duração que lhes convém. Um doutorado não cabe em quatro anos e, no entanto uma hora é preciso por um ponto final na tese e defendê-la como pronta. A vida numa cidade não cabe num estágio PDEE, mas quantos anos seriam necessários? Não há medida...
Hoje, depois de uma ida frustrada à biblioteca, resolvi comprar um crêpe jambon-fromage, uma orangina e sentar n’algum banco do jardim de Luxembourg para estudar e esperar dar a hora da capoeira. É de onde escrevo. Está um pouco frio. Já é um início de despedida...Piscadinhas ;)
(escrito ontem 16/05/2010)
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Elizia, esse filme ainda não chegou aqui; aguardo ansioso.
ResponderExcluirtempo, tempo, tempo... de partir e de chegar. de viver, apenas.
lembranças.
quando chegar não perca! tenho certeza que vais amar!
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