DO EXERCÍCIO DA FILOSOFIA
Como o burrico mourejando a nora,
a mente humana sempre as mesmas voltas dá...
Tolice alguma nos ocorrerá,
que não há tenha dito um sábio grego outrora
Mário Quintana
.... acabo de assistir "O lamento da imperatriz" (filme, vídeo-dança... ?) de Pina Bauch. Não entendi nada, mas era para entender? Não, era para sentir! Não sendo do mundo da dança e sabendo muito pouco sobre a bailarina-diretora-revolucinária, não tive referências e ao mesmo tempo fui tomada por várias sensações ligadas diretamente as imagens e por pensamentos indiretos. As sensações não encontram representantes conceituais. Mas, dentre vários, um pensamento que me invadiu - na medida em que esperava a discussão que se seguiria - versava sobre a multidão de conexões sobre a obra que se fariam, vindas dos mais diferentes "lugares" de reflexão. Quantos "sentidos" seria possível encontrar? Não dá para medir. E quanto mais eu pensava nisto, mais eu pensava nisto. Quer dizer, entrei numa viagem infinda, pensando no tamanho do mundo e no número de pessoas que nele vivem. Na infinidade de pensamentos, interpretações, reflexões, pontos de vista, visões de mundo! Apesar disto, não há nada sobre o que se queira escrever que já não tenha sido escrito antes, lembrei da minha tese que já foi escrita muito antes de eu nascer. Os pensamentos são tão múltiplos quanto velhos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário