terça-feira, 22 de novembro de 2011

Colóquio Filosófico: Habitação e habitações no ocaso da modernidade: 15 de julho de 1972, 15h32m (mais ou menos)

Semana que vem teremos mais uma edição dos Colóquios Filosóficos, já estou de posse do texto a ser proferido pelo conferencista e posso dizer que é deveras interessante! Quem puder compareça!


XXII Colóquio Filosófico do Programa de Pós-Graduação em Filosofia

"Dwelling and Dwellings in the Twilight of Modernity:
July 15, 1972, 15:32 (more or less)"

"Habitação e habitações no ocaso da modernidade: 15 de julho de 1972, 15h32m
(mais ou menos)"

Haverá tradução

Prof. Dr. Duane Davis

Data: 29 de Novembro de 2011
Horário: 18:00 h
Local: Mini-Auditório - CFH

Organização e Promoção
Coordenadoria do PPG-FIL
Departamento de Filosofia
CFH – UFSC

Abstract:
Architect and critic Peter Blake has somewhat facetiously designated July 15, 1972 at 3:32 p.m. as the end of modernity in architecture. How do we value our lived space in the twilight of modernity? How do we dwell? What are the dangers of modern dwelling and modernist dwellings? In this paper I will call attention to the modernist over-emphasis of functionalism and efficiency in lived spaces—both commercial and private. While I do not pretend that we have access to any perspective outside of or beyond modernity, it is important to offer a critique of modernity from within modernity. I draw upon the French existential-phenomenologist philosopher Merleau-Ponty’s early work, where he elucidates a structure of behavior, as well as upon his lectures on nature near the end of his career. I suggest that we look to our animality to better understand our own dwelling and dwellings, for we value our dwellings aesthetically and we share this capacity with other species.

verdadeira: Maratona Cultural!

Fim de semana que vem vai rolar aqui na ilha a Maratona Cultural, a programação está super, mega, blaster intensa,(clique aqui para ver) tem muita coisa legal e eu estou doidinha sem saber para onde ir! Acho que no fim, dada a iminência da minha qualificação de doutorado (segunda-feira próxima) e outras demanas, vou ter que ficar em casa com meus filósofos, aff! Mas, quem estiver disponível deve aproveitar!


Florianópolis respira cultura durante 3 dias.

Florianópolis será o palco para 500 artistas durante os dias 25, 26 e 27 de novembro com a chegada da Maratona Cultural. Um evento inédito que valoriza a cultura e os artistas locais, além da participação de convidados de todo o País. Com muitas plataformas de manifestação artística, a Maratona Cultural reúne música, dança, circo, teatro, artes plásticas, cinema, mapping, literatura e muito mais. Serão 3 dias de programação para todas as tribos, idades, gostos e classes sociais, distribuída em diversos pontos da Ilha da Magia.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Berimbau tá chamando!


No mês que vem teremos na ilha o evento "Berimbau tá chamando", organizado pelo Instrutor Gazinho, meu querido mestre da Cordão de Ouro. No dia 06 haverá um workshop com o Mestre Cícero - CDO Campinas, (de quem sempre ouvi os melhores comentários, diga-se de passagem), no dia 09 outro com o Contra-mestre Gaiola e no dia 10 o esperado batizado e troca de cordas. Tudo isso na Associação de Moradores do Porto da Lagoa (AMPOLA). Certarmente serão dias de muito axé e aprendizado, aguardo ansiosa e estendo o convite mesmo para não capoeiristas. A participação em cada dia custa R$20,00 e para quem tiver ânimo de participar dos três, ganha um descontinho e paga R$50,00 no pacote! Eu aconselho, mas advirto: capoeira vicia (e faz bem para saúde)!


Enquanto os dias não chegam, vamos nos preparando com a presença inédita em Floripa do Mestre Brasília (um dos fundadores do Grupo Cordão de Ouro junto com o mestre Suassuna) que virá ministrar uma oficina, iniciando as atividades do "III Festival de Primavera" organizado pelo Contra-Mestre Habibis, também aqui da ilha. Depois da oficina a festa Tambores da Lua promete fechar a noite com muita alegria!





piscadelas com axé ;) !

sobre muitas coisas!

o velho lago municipal de Toledo...

fui e voltei, viagem a terra dos pinheiros, lugar onde nasci, cresci e d'onde parti. é estranho voltar... mas, é bom. reencontrei e me encontrei, me vi nos olhares da infância perdida e da adolescência sonhadora. tenho pensado em muitas coisas desde então, sobre a importância dos amigos, que nos mostram quem somos, quando nos esquecemos ou nos perdemos, sobre a solidão do gozo, sobre decepções e decepcionar, sobre a partilha das gargalhadas, das aflições e dos medos, sobre a dificuldade em se concluir uma tese, sobre fazer planos, sobre saudade orgânica... enfim, tudo meio assim,
... e seus novos personagens...
desordenado mesmo, pois é deste modo que as coisas se configuram nas minhas pensações atualmente.
recentemente reencontrei um poema batido sobre a amizade, mas tão eu, na minha prosmícuidade de relações sociais, que vou compartilhá-lo aqui. desnecessário dizer, que apesar de toda confusão, me sinto "blessed and locky" como na música do 10.000 maníacs e que contra o dito popular de que os amigos se podem contar com os dedos de uma mão, felizmente os meus ultrapassam os das duas, o que faz da minha personalidade um mosaico dos mais diferentes tipos que se possa imaginar! adoro esta flexibilidade, essa capacidade de adaptação, ela me faz mais forte, não mais fraca como poderia parecer, afinal me adapto as situações diversas e posso contar com os distintos apoios e sê-lo quando necessário for, assim espero...
enfim, tanto, mas não muito, é o que temos por hoje!
piscadinhas ;)

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.

Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.

Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu,
tremulamente, construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.

E me envergonho, porque essa minha prece é,
em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam
- ou talvez nunca vão saber -
que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinicius de Moraes

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EX isto

É amanhã!!! Será exibido gratuitamente, no Paradigma Cinearte, o filme baseado no livro "Catatau" de Paulo Leminski, que eu nunca consegui terminar de ler!!! Que os deuses me ajudem (os prazos estão para lá de apertados), que eu possa finalmente conhecer este cinema e estar lá para uma das duas sessões e assim conferir como foi que conseguiram representar esta obra que é um turbilhão de sensações e conceitos! Quem puder, não perca! Nos vemos lá? Hope so...

Informações aqui!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fragmentos do desejo

Já tarde informo sobre este evento que rolou ontem e ainda tem hoje. Já comprei meu ingresso, mas creio que seja possível conseguir comprar na hora também!

Apresentação do espetáculo Fragmentos do Desejo.
O espetáculo aborda as relações e segredos entre pai e filho, a partir de uma relação pautada pela incompreensão mútua e dolorosos segredos do passado. São histórias gestuais sobre a diferença, sobre o desejo profundo de ser outra pessoa, sobre a ambigüidade das relações humanas e a busca da identidade.

Fragmentos do Desejo foi escolhido como um dos 10 melhores espetáculos de 2010 pelo Jornal o Globo.

Para ver trechos do espetáculo : http://www.youtube.com/watch?v=dEuK6pNGNlQ&feature=related


FRAGMENTOS DO DESEJO

Duração: 85 minutos
Classificação Indicativa: 18 anos

Quarta (19), às 20h
Quinta (20), às 20h

Teatro Álvaro Carvalho
Florianópolis - SC
Endereço: Rua Marechal Guilherme, nº 26
CEP 88015-000 - Centro - Florianópolis - SC

Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada)
Desconto de 50% na compra de até 2 ingressos para portadores do Cartão Petrobras ou de crachás de empresas do Sistema Petrobras.

Informações: (048) 3028-8070 - (048) 3028-8070 / 3028-8071

Produção: Luiz Moukarzel (48) 9907-7856

sobre "lugares-comuns"

Em muitas situações da vida, nos vemos obrigados a ouvir ou dizer certas coisas que todo mundo ouve ou diz em determinadas ocasiões. São os chamados lugares-comuns. Recebi um email amigo cuidadosamente cheio deles e me pus a pensar sobre... O que é um lugar-comum? Ora, um lugar familiar, onde podemos estar confortáveis. Às vezes saímos da nossa órbita por motivos extraordinários: decepções, fim de relações, morte de alguém querido, acidentes, assaltos, frustrações. Justamente nestas horas precisamos de lugares-comuns. "Vai passar", "o tempo cura todas as feridas", "foi melhor assim", e por aí vai... Também tem aqueles: "és especial", "estamos aqui", "pode contar comigo". Nossa, estes são de suma importância. Precisamos dos lugares-comum quando não nos sentimos em casa, quando estamos estranhos a nós mesmos. Como é bom ter amigos para te dizerem os maiores clichês com toda honestidade. Importante também ter a sabedoria para usá-los quando for necessário. Sempre que alguém precisar de ajuda para voltar para casa, que eu não receie ser comum, como os meus também o são, nas horas em que mais preciso...

Por falar em clichê, ontem senti saudades de um lugar que nunca fui. Recebi esta foto da biblioteca da Sorbonne que estava em reformas no período em que estive lá...


Saudades para mim é um lugar bem comum e eu me reconheço e me encontro neste sentimento, que não tem a ver com nostalgia ou vontade de voltar ao passado, mas apenas com a compreensão de que foi bom, foi muito bom...

Piscadelas ;)