- eu não espero que a obra de arte tenha um segredo a revelar, como se o autor lá o tivesse escondido, não se tratava disso, pensava mais nas demandas que chamarei de 'psico-sociais' envolvidas numa apreciação seja arstítica, seja de qualquer outra coisa (monumentos, construções, etc...)*. mas, se elas me inquietam é porque eu, de algum modo, gostaria de responder à elas, o que me leva ao segundo ponto:
- acho que tenho uma percepção equivocadamente intelectualizada **. quero dizer que talvez eu esperasse ser capaz de dar as razões rigorosamente kantianas aos meus juízos de gosto. isto é um equívoco primeiro porque não sou suficientemente intelectuliazada para isto e, mais importante, porque creio (eis aí uma contradição) que a experiência estética ultrapasse os enquadramentos intelectuais;
- tendo a pensar que brigam em mim a formação acadêmica que tenho batalhado e a já denunciada matutice de interiorana curiosa.
mas, como tantas explicações são tendenciosas à primeira disputante, vou parar aqui, deixando apenas mais algumas das obras que compõem a minha listinha, conforme havia prometido...
piscadinhas ;)
STEVENS, Alfred. Ce qu'on appele de vagabondage

STEVENS, Alfred. La lettre de rupture

STEVENS, Alfred. Tous les bonheurs
* merci mon amour** merci cris

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